Cinco referências da viola caipira que você deve conhecer

Se tem uma coisa que a viola caipira tem, é referência. São muitos os grandes violeiros que fizeram história na música caipira, e conhecer os principais nomes desse cenário é essencial para aumentar seu repertório. Nessa matéria, o violeiro Zé Helder listou cinco referências da viola caipira que todo músico deve ouvir ao menos uma vez na vida.

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Almir Sater

Entre grandes referências da viola caipira, Almir Sater é considerado um dos responsáveis por levar e difundir a música caipira para um público que ainda não a conhecia. Isso porque além de violeiro, cantor, instrumentista e compositor, Almir é ator e já participou de importantes novelas que marcaram época como Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão, Rei do Gado, entre outras.

Apesar de difundir a cultura caipira por meio de seus personagens simbólico, Almir Sater tem uma rica história na viola e é considerado uma grande referência da música brasileira.  Nascido em 1956 e natural de Campo Grande (MS), mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito nos anos 1970, mas desistiu da carreira de advogado após assistir a uma dupla de violeiros no Largo do Machado. Voltou para sua terra natal para ter como mestres um dos maiores violeiros da história: Tião Carreiro.

Em 1981, pela gravadora Continental, Almir lança seu primeiro disco, “Estradeiro”, com participações de Tetê Espíndola, Alzira Espíndola e Paulo Simões. Após diversas participações em shows e festivais, foi escolhido por unanimidade pela crítica para participar da abertura do Free Jazz Festival, em 1989, ao lado de nomes sagrados da música mundial.

Dono de um talento musical único, foi o primeiro cantor brasileiro a se apresentar em Nashville (EUA), cidade considerada o berço da música country americana). Nessa mesma cidade, com a participação de Eric Silver, gravou o disco Rasta Bonito, marcado como o rico encontro musical da viola brasileira com o banjo americano.

Com mais de 30 anos de carreira sólida e 10 discos solo gravados, Almir Sater é conhecido por experimentar e mesclar na viola alguns estilos estrangeiros como o blues, o rock e o folk, uma mistura de música folclórica, erudita e popular.

Almir Sater, sem dúvidas, Influenciou e influencia uma legião de violeiros com uma obra importantíssima que continua a ser produzida ao longo dos anos.

Índio Cachoeira

E essa grande referência da viola caipira Zé Helder conhece bem, pois foi um de seus mestres no instrumento passando diversos ensinamentos musicais e sobre a vida. Um sujeito “simplório”, como diria Zé, José Pereira de Souza, mais conhecido como Índio Cachoeira, nasceu em Junqueirópolis, na divisa de São Paulo com o Mato Grosso do Sul.

Ele é ex-motorista de ônibus possui mais de 40 anos de carreira como músico, conhecendo a viola caipira ainda aos oito anos. Entre 1995 e 2000, Índio Cachoeira foi o Pajé, da dupla Cacique e Pajé, e gravou cinco discos autorais e tocou por vários lugares do Brasil.

Após o fim da dupla ainda na década de 1990, ele continuou a carreira solo usando o nome de Índio Cachoeira e gravou com tantos músicos que era difícil lembra-los em uma única conversa, conta Zé Helder.

Além de um toque de viola único e original, com diversas influências da música andina, caipira e brasileira, Índio Cachoeira era um luthier de talento e fabricava seus próprios instrumentos, como violas de 10 e 15 cordas, rabecas e harpas.

Índio Cachoeira faleceu em abril de 2018 após um trágico acidente de carro em Alfenas, Minas Gerais, aos 65 anos. O violeiro deixa um vasto legado na música caipira e se consolidou como uma das maiores referências da viola.

Um dos músicos que o acompanharam e produziram foi Ricardo Vignini, músico com quem Zé Helder faz parcerias nas famosas Modas de Rock. Zé Helder fez parceria com Índio Cachoeira na música Seresta na Roça.

Ivan Vilela

Se a viola caipira é conhecida mundialmente, tenha certeza que boa parte disso se deve a Ivan Vilela. Historiador e professor na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Ivan é compositor, arranjador, violeiro e um grande pesquisador da cultura popular e da viola caipira, fazendo desse instrumento objeto de pesquisa de diversas aulas, artigos acadêmicos e estudos sobre a cultura popular brasileira.

Começou na música ainda aos onze anos em sua cidade natal, Itajubá (MG), quando ganhou de seu pai o primeiro violão. Sua carreira artística teve início sete anos depois, quando integrou o Grupo Pedra e depois o Grupo Água Doce, que faziam pesquisa sobre o universo da música mineira.

Durante os anos 1990, assumiu a viola caipira como instrumento solo e desde então produziu uma vasta carreira musical com mais de 25 trabalhos entre discos e DVDs, além de diversas participações em shows e apresentações e vários prêmios de música nacionais e internacionais.

Durante sua trajetória, realizou apresentações na Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal, onde atualmente dá continuidade ao seu trabalho de pesquisa na viola caipira.

Tião Carreiro

José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro, foi um dos primeiros solistas de viola caipira, colocando a viola em primeiro plano. Deixou uma obra fantástica não só com as duplas que formou (Carreirinho, Pardinho e Paraíso), mas com os dicos que gravou em sua carreira solo na viola, como Tião Carreiro e Solos de Viola, considerada a bíblia da viola caipira.

Nascido em 1936 em Monte Azul (MG),Tião Carreiro é conhecido como um dos percussores do famoso Pagode de Viola, aquele o Zé Helder ensina em uma matéria exclusiva aqui no blog. As introduções únicas em suas músicas, sempre com a assinatura do pagode de viola, influenciaram e ainda influenciam gerações de violeiros.

Ao longo de sua carreira, produziu inúmeros discos e LPs com três duplas diferentes, mas foi ao lado de Pardinho que Tião Carreiro consolidou seu estilo único de tocar viola caipira deixando um vasto legado para as gerações seguintes.

Sr. Oliveira

E não poderíamos falar de referências da viola caipira sem lembrar do cara que é o verdadeiro guru do instrumento: Sr. Oliveira (Seu Oliveira, para os mais íntimos). Ele vive em Guarulhos e é um dos criadores e idealizadores da Orquestra de Violeiros Coração da Viola, em atividade até os dias atuais tocando com 41 anos de carreira.

Foi dessa orquestra que saiu a dupla Pena Branca e Xavantinho e diversos violeiros da música caipira, entre várias outras histórias incríveis que passaram e continuam passando pela casa do Sr. Oliveira.

Ele também é folião de reis e divulgador da dança de catira, uma tradição que vem desde seu tataravô, passou pela geração de Sr. Oliveira e já foi transmitida para a geração seguinte, a de seu filho Edson Fontes, e que continua passando para a criançada. Toda criança que nasce na família de Sr. Oliveira aprende a dançar catira.

É um grande mestre e uma das grandes referências da viola caipira, com um toque bastante simples que ganha os ouvidos justamente por sua singela simplicidade, com toques típicos de catira que acentuam sua identidade musical.

Eai, curtiu? Gostaria de ver algum violeiro nessa lista? Então deixa nos comentários! E confira nossos conteúdos de viola caipira e fique por dentro de tudo que rola aqui no blog.

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