O que é escala musical? Conheça as principais diferenças e como surgiram as escalas musicas

O que você vai ver nesse post:

o que é uma escala musical
escalas diatônicas e escalas naturais
– diferença entre escalas ascendentes e descendentes
o que é escala cromática

Seja iniciante, intermediário ou avançado, muitos músicos ainda se enrolam um pouco para explicar o que é escala musical. E é normal, já que esse é um tema que gera controvérsia entre músicos de todos os instrumentos.

Quando se trata de explicar o que é uma escala, muita gente acha que escalas são bichos de 7 cabeças e que para conseguir dominar esse assunto, precisam decorar inúmeras escalas musicais diferentes, em todos os tons, em todos os desenhos possíveis.

Porém, antes de tudo isso, é muito importante você conseguir entender o que são as escalas musicais, como elas surgiram e principalmente, como elas vão te ajudar na vida real e na música.

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Como surgiu a primeira escala musical?

Assim como muita coisa na nossa a vida, as escalas musicais têm sua origem na Grécia Antiga, e um dos grandes responsáveis por isso foi o matemático Pitágoras de Samus. Sua história e a origem de seus estudos é incerta, já que Pitágoras dividia muitas teorias com seus discípulos.

O fato é que Pitágoras contribuiu muito para os estudos da teoria musical. Com seu monocórdio, ele identificou diferentes intervalos de sons que variavam de acordo com a relação entre vibração e comprimento da corda. Pode parecer simples, mas o pensamento do grego ia muito além da música.

Pitágoras buscava o que hoje se conhece como harmonia, uma forma de organizar os sons para que eles despertem emoções agradáveis ao serem combinados. Para os gregos, a ideia de harmonia se debruçava em outros aspectos da vida, e era um conceito que remetia a ordenação e equilíbrio.

O monocórdio de Pitágoras, um instrumentos rudimentar formado por dois cavaletes de madeira, uma tábua e uma corda, foi dividido em 12 partes que serviram de instrumento para o um exercício livre e empírico de descoberta dos sons. Pitágoras foi capaz de encontrar uma relação entre números e tons que foram chamadas de notas musicais, que ao serem combinadas, formavam o que ficou conhecido como harmonia musical.

A escolha das sete primeiras notas que se combinavam dentro de uma harmonia transcendia a música e a matemática. A organização em sete sons coincidiu, por exemplo, com a teoria geocêntrica de Aristóteles, na qual os planetas se organizavam em sete: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno. Assim, os astros se organizavam no céu como uma escala musical celeste.

Como diria o astrólogo alemão Johannes Kepler, “O movimento dos céus, não é mais do que uma eterna polifonia”.

Alguns musicólogos relatam que Pitágoras, para organizar as sete notas musicais, passou a “observar” os sons emitidos por uma oficina de ferreiros, comparando os barulhos dos martelos em comparação com a massa das ferramentas.

O que Pitágoras percebeu com seu experimento no monocórdio foi a organização das sete notas musicais – do, re, mi, fá, sol, lá, si. Foi possível perceber que essas notas tinham uma distância de relação grave/agudo entre uma e outra que formavam um padrão.

Escala musical - Formação de tom e semitom - Planeta Música

Escala Diatônica e Escalas Naturais

A escala diatônica originou-se no estudo do Pitágoras. Formadas por sete sons com a repetição o do padrão no oitavo som. Possuem cinco intervalos de tons e dois intervalos de semitons, que são as unidades de medida utilizadas na música.

Para compreender essa unidade de uma forma mais clara, olhe para a escada acima novamente, onde cada degrau possui o valor de semitom ou ½ tom, como também pode ser chamado. Dessa forma, podemos dizer que a nota Do está a 1 tom de distância da nota Ré, assim como a nota Mi está a ½ tom da nota Fá.

Para conseguirmos visualizar uma escala diatônica na prática, é só você tomar como base o braço de um instrumento de trastes como o violão, ou olhar a escala musical no piano ou teclado.

Localizando uma escala musical maior natural - Planeta Música

No caso de um violão, a distância entre uma casa e outra corresponde a ½ tom, e a distância entre duas casas equivale a 1 tom.

No piano, cada tecla vale ½ tom, intercalada entre brancas e pretas. Nos casos das notas Mi Fá e Si Do (assinaladas na cor verde), as teclas brancas são adjacentes, isso porque não possui nenhum acidente (sustenido ou bemol) nessas notas.

Com base nisso, nós podemos ver que essa sequência de notas descoberta por Pitágoras seguia uma sequência de tons e semitons que é a seguinte:

Formação de escala musical maior natural - Planeta Música

Isso é uma escala musical! No caso, a Escala Diatônica da nota C, também chamada de escala natural. Ouça abaixo a sonoridade dessa escala:

Escala Diatônica de Dó

Alterando a primeira nota dessa escala e mantendo o mesmo padrão de tons e semitons entre as notas, nós conseguimos formar as escalas diatônicas em todos os tons, originando as diferentes tonalidades e os acidentes de cada uma delas. A escala diatônica é a principal referência para a formação de todas as outras escalas.

Ciclos das escalas diatônicas - Planeta Música

Ouça a escala diatônica nas tonalidades acima. Note como ela mantém a mesma sonoridade, porém mudando a altura onde a escala acontece.

Escala Diatônica de Dó

Escala Diatônica de Sol

Escala Diatônica de Ré

Na prática, utilizamos as escalas musicais para formar acordes, campos harmônicos, criar melodias a partir da sonoridade dos diferentes intervalos que se originam em cada um de seus graus. No caso da Escala Diatônica estes graus também são conhecidos como Modos Gregos.

Diferença entre escalas ascendentes
e escalas descendentes

Concluímos que uma escala musical é uma sequência de sons que seguem um padrão utilizando tons ou semitons para formar um ciclo que se repete tanto na direção aguda, como na grave.

Quando cantada ou tocada do grave para o agudo, dizemos que a sequência segue uma escala ascendente, na qual irá reiniciar seu ciclo 1 oitava acima. Já ao contrário, em uma escala descendente, o ciclo se reinicia uma oitava abaixo.

Escalas musicais em diferentes oitavas - Planeta Música

Escala ascendente de dó passando por três oitavas

Agora ouça essa mesma escala musical descendente passando por três oitavas

O que são escalas maiores e escalas menores?

De maneira geral, as escalas musicais possuem duas conhecidas classificações: Escala Maior ou Escala Menor. As maiores possuem um intervalo na 3ª Maior, e as menores são caracterizados pelo intervalo na 3ª Menor.  

Existem outras escalas musicais além da escala diatônica, como a escala diminuta, também conhecida como DinDom. Temos a escala pentatônica que possue cinco sons, como o próprio nome sugere. Existe escala musical que não utiliza semitons, chamada escala de tons inteiros. Assim como existe o contrário também, a escala cromática, que é formada apenas por semitons passando por todas as notas. Além de muitas outras!

Você mesmo pode criar a sua própria escala seguindo estes mesmos princípios de harmonia utilizados por Pitágoras.

Para compreender melhor e entender as diversas maneiras de utilizar as escalas musicais para improvisar, fazer arranjos ou elaborar ainda mais suas composições musicais, confira nossos conteúdos de teoria musical e diversos instrumentos. 

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